Custo fixo: o que é e como pode ajudar a sua empresa

Custo fixo: o que é

Conhecer o custo fixo de sua empresa ajuda a prever futuros gastos e lucros, além de ajudar a planejar estratégias orçamentárias para cada período de vendas.

A importância de uma boa gestão financeira dentro de sua loja vai além de simplesmente saber quanto de dinheiro entra e quanto de dinheiro sai da empresa. O controle orçamentário é necessário porque dele pode depender a sobrevivência de seu negócio. Por isso, cada gasto e cada lucro deve ser registrado, analisado e calculado, primeiro para que se possa montar uma projeção dos resultados futuros destas transações, depois porque todas as decisões sobre os rumos da sua empresa devem ser tomadas com base na saúde do seu orçamento.

Assim, quanto mais dados o departamento financeiro da sua loja tiver sobre o seu orçamento total, melhor para a empresa. O acompanhamento mês a mês permitirá que os seus planos futuros tenham margem mínima de erro, já que a sua visão sobre as finanças da loja será bem mais ampla, de acordo com o tempo que você vem aplicando tal controle financeiro.

Conhecer o custo fixo de operação da sua empresa é essencial para esse processo.

O que é custo fixo

O conceito de custo fixo é bem fácil de entender: custo fixo é aquela parte do custo que não aumenta nem diminui de acordo com a produção da sua empresa. Em outras palavras, é o gasto que será igual ou terá pouca variação, todos os meses. Como já dissemos: saber calcular o custo fixo é fundamental para a boa gestão orçamentária da sua empresa, já que o cálculo permite que você tenha uma noção do quanto gasta mensalmente para manter o negócio funcionando. Geralmente essa projeção é feita periodicamente, a cada trimestre, semestre ou a cada ano.

Como o nome indica, os custos fixos não se modificam, independente do volume da produção de sua marca. Ou seja, os custos serão os mesmos, mesmo que haja mudança no número de vendas de produtos.

É possível considerar como custos fixos os custos mensais com aluguel, telefone, segurança, manutenção de equipamentos, limpeza e contas de luz e água, dependendo da área do seu negócio.

É claro que estes valores sofrem alguma variação, como pode ser o caso de uma conta de luz muito alta ou um reajuste no valor a ser pago pelo aluguel, mas isso acontece somente periodicamente. Ainda dentro dessa área temos uma segunda categoria de custo:

O que é custo variável

Assim como os custos fixos, os custos variáveis são exatamente o que o nome diz: custos que variam de acordo com o volume de produção da empresa.

Os custos variáveis se alteram com o tempo e com o ritmo de volume de vendas ou prestação de serviços.

Exemplo: dependendo do que a sua empresa produz, ela necessitará de matéria-prima. Porém, a quantidade de matéria-prima variará de acordo com a quantidade de produto que você planejou produzir. Ou seja, você vai gastar com uma determinada quantidade de matéria-prima em um mês, e em outro mês a produção pode ser de um número superior de itens, fazendo com que você gaste com mais matéria-prima.

Ou seja, os seus gastos variáveis acompanham a demanda de produção.

Ainda de acordo com o que você produz, será possível encaixar os gastos com luz e água em seus custos variados. Se você produz algum item que aumente muito o consumo destes serviços, este custo é móvel, e deve ser registrado como tal.

Assim também, os salários podem acabar caindo nesta categoria. Se você tem um grupo definido de funcionários já sabe o quanto gastará com seus salários mensalmente. Ou seja, neste caso, os salários são um gasto fixo.

Por outro lado, você pode ter um número reduzido de funcionários, e contratar trabalhadores extras quando a demanda exige. Neste caso, os gastos com salários são variáveis, uma vez que este gasto não será permanente.

O pagamento de horas extras também pode entrar nos custos variáveis, já que estes gastos serão completamente diferentes de acordo com o mês e a produção.

Há ainda, uma categoria chamada custos híbridos, onde também podem se encaixar as contas de luz e água. Por exemplo: se a sua empresa fabrica um produto que utilize muita energia elétrica este custo será variável no começo do mês, porém, há ainda, outras áreas da empresa que utilizam uma cota fixa de energia elétrica, como o setor de administração ou contabilidade.

O mesmo se aplica no gasto de água.

Por se encaixarem nas duas categorias de custos, esses valores são considerados híbridos.

Custo fixo: o que é

Como calcular custo fixo

Não há uma fórmula exata para calcular esses custos, uma vez que eles podem variar de empresa para empresa. O que o gestor financeiro deve fazer primeiro é definir o que são os custos fixos e os custos variáveis que a empresa tem.

O ideia é que seja utilizada uma planilha ou mesmo um programa de gestão de empresas específico para isso.

Deve ser feito um levantamento de todos os gastos durante um certo período de tempo, geralmente três meses, seis meses ou um ano, para que se possa observar a variação de despesas mensais. Deve-se então separar o que é gasto fixo e o que é variável, de acordo com os exemplos que já citamos.

O cálculo é simples, já que basta somar todos esses gastos para se obter o total de despesas do período.

É ideal que o contador tenha em conta também, os números da produção da empresa, assim como o seu faturamento. Com estes dados ficará fácil para ele fazer a relação entre o que é gasto e o que é produzido com este gasto.

É ainda possível dividir o valor deste resultado com a soma de todos os itens produzidos durante o período. Assim você terá também a média de custo fixo agregado a cada produto.

Aqui tem um vídeo bem legal explicando todo este processo:

Porque calcular o custo fixo

Além das vantagens que já listamos, a técnica permite que você tenha uma noção mais exata de quanto gasta para produzir cada produto, ajudando na precificação de cada item e avaliando o quanto você tem de lucro sobre cada peça.

Além disso, através desta análise será possível notar também, em que pontos a sua empresa deve reduzir custos quando chegam aqueles períodos em que é necessário enxugar os gastos.

Apesar disso, talvez o uso mais coerente do cálculo seja por ele permitir que você saiba onde está o ponto de equilíbrio das suas contas.

O ponto de equilíbrio é o valor de faturamento que a sua empresa deve ter para cobrir todos os gastos fixos da produção, sem lucro. Sabendo esse valor, você saberá o quanto precisa produzir, vender e lucrar para que a empresa não saia no prejuízo.

Se na sua empresa predominam os custos fixos, os seus ganhos podem crescer consideravelmente quando o mercado está em alta, cobrindo seus gastos e aumentando a margem de lucratividade.

Entretanto, se as vendas caem, há a possibilidade de você não conseguir cobrir os custos fixos, gerando prejuízo para a sua empresa.

Por outro lado, se a sua empresa tem mais custos variáveis, fica bastante difícil executar políticas de redução de preços ou de descontos, já que o gestor vai ter que garantir o seu lucro através de cada produto vendido. Para garantir esse lucro os critérios de precificação deverão ser bastante cuidadosos.

É por estes fatores que um bom gerenciamento financeiro é o que pode determinar o sucesso ou o fracasso de seu negócio. Pois somente através do planejamento que as métricas financeiras permitem que você poderá estruturar seu negócio para o crescimento.

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