Simples Nacional: entenda o que mudou

Aderir ao Simples Nacional sempre foi algo muito almejado pelos micro e pequenos empresários de todo o país, desde que a lei foi implementada. Agora muitos podem comemorar: foi sancionada uma nova lei que implementa importantes mudanças no tradicional regime de tributação, entre elas a inclusão de várias novas atividades entre os adeptos.

A nova Lei Complementar, nº 147, vem alterar a de 2006, e as mudanças já estão sendo implementadas desde Janeiro deste ano. Com ela, muitos benefícios são prometidos como a redução de processos burocráticos e de custos, assim como o aumento da rentabilidade das empresas.

Espera-se que com essa maior formalização empresarial o número de empregos e arrecadação de tributos no país também aumente, trazendo cada vez mais benefícios para toda a sociedade.

Alguns fatores, porém, devem ser considerados antes que se tome a decisão por aderir ao Simples Nacional a partir desse ano. Vejamos, então, os principais deles:

As novas atividades incluídas no Simples Nacional

Como dito anteriormente, após anos solicitando a inclusão de suas atividades no Simples, finalmente a classe empresarial foi atendida e sua grande maioria pôde aderir ao programa.

Ficou estabelecido que a ME ou EPP que, se tributadas aos anexos I ou II da lei de 2006, poderão optar pelo Simples a partir de 01/01/2015:

  • Produção e comércio atacadista de refrigerantes;
  • Fisioterapia;
  • Corretagem de seguros;
  • Serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, na modalidade fluvial, ou quando possuir características de transporte urbano;
  • Serviços Advocatícios;
  • Medicina, inclusive laboratorial e enfermagem;
  • Medicina veterinária;
  • Odontologia;
  • Psicologia;
  • Psicanálise;
  • Terapia ocupacional;
  • Acupuntura;
  • Podologia;
  • Fonoaudiologia;
  • Clínicas de nutrição, de vacinação e bancos de leite;
  • Serviços de comissária;
  • Tradução e interpretação;
  • Despachantes;
  • Arquitetura;
  • Engenharia;
  • Medição;
  • Cartografia;
  • Topografia;
  • Geologia;
  • Geodésia;
  • Testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas;
  • Pesquisa;
  • Design, desenho;
  • Agronomia;
  • Representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros;
  • Perícia, leilão e avaliação;
  • Auditoria;
  • Economia;
  • Consultoria, gestão, organização, controle e administração;
  • Jornalismo e publicidade.

Ficou estabelecido que se incluem também quaisquer outras atividades do setor de serviços baseadas em atividades intelectuais, sejam elas de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural – desde que não sujeitas à tributação dos Anexos III, IV ou V da Lei de 2006.

Anexo VI da Lei de 2006

O novo Anexo VI da Lei 123, também vigente a partir de Janeiro, prevê alíquotas entre 16,93% e 22,45%. É importante lembrar que a Contribuição Previdenciária Patronal – CPP, já se encontra inclusa neste anexo.

Limite extra para exportação de serviços

A partir deste ano, ficou estabelecido que o limite extra para que pequenas empresas recebam incentivos para exportar abrangerá mercadorias e serviços.

Com isso, a empresa pode auferir receita bruta anual de até R$ 7,2 milhões, sendo que R$ 3,6 milhões são referentes ao mercado interno e R$ 3,6 milhões referentes à parte de exportação de mercadorias ou serviços.

Baixa de empresas

A baixa de empresas poderá ocorrer a qualquer tempo – mesmo que existam pendências ou débitos tributários.

O pedido de baixa implica responsabilidade solidária por parte dos empresários, titulares, sócios e administradores no período de ocorrência dos respectivos fatos geradores.

MEI Contratação por empresas

Extinguiu-se a obrigação de registro na GFIP e o recolhimento da cota patronal de 20% de toda empresa que contrata MEI para prestação de serviços diferentes de:

  • Hidráulica;
  • Eletricidade;
  • Pintura;
  • Alvenaria;
  • Carpintaria;
  • Manutenção ou reparo de veículos.

Entretanto, quando houver elementos da relação trabalhista, o MEI deverá ser considerado empregado para todos os efeitos.

Somado a isso, fica estabelecido pela LC 123/2006 que o MEI, ME e EPP não poderão prestar serviços do tipo de cessão de mão de obra.

E você, o que achou da nova lei? Sua empresa já se encontra aderida ao Simples? Compartilhe com a gente suas dúvidas e opiniões!

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