Quem nunca errou, que atire a primeira pedra.

Na vida de um empreendedor, errar é algo natural e constante. O grande X da questão é saber errar com rapidez e corrigir estes erros o mais rápido possível, diminuindo os prejuízos e tornando este erro em algo lucrativo pelo aprendizado produzido. Empreender não é fácil e conviver com o erro é uma realidade. Ler e procurar trocar experiências sempre é bom.

Existe, inclsuive, livro dedicados aos benefícios de falhar. A metodologia Lean Startup onde o PDCA (Plan, Do, Check, Action) virou PDCL (Plan, Do, Check, Learn) fala muito sobre o erro e como o aprendizado pode ajudar seu negócio.

Não que os empreendedores devam querer errar, claro que não, devemos sempre buscar o acerto e o sucesso de nossas decisões, principalmente as estratégicas. Mas, as vezes, o que vem pela frente é nebuloso e devemos aceitar o fato de que poderemos estar rumando para um pequeno fracasso. Este fracasso, quando acontecer, nada mais é do que mais um degrau que você passou e agora está mais próximo do sucesso.

Se eu fosse contar todos os erros que cometemos em nossos 2 anos de vida como Startup, não caberia em um artigo só… Poderia, inclusive, fazer um blog dedicado aos nossos 2 primeiros anos de vida falando somente sobre acertos e erros e os aprendizados que tivemos com isso.

Contratações, salários, fornecedores, parcerias, marketing, produto… Nós já erramos em todas as áreas! Olhar para trás e ver todos os erros que já cometemos fortalece a nossa empresa. Qualquer decisão que a gente tome hoje, é muito mais pensada do que antigamente e o melhor disso tudo é que pensamos com base em dados e situações vividas por nós. A gente lê muito, conversa muito, troca figurinha com outros empreendedores, mas cada um tem uma realidade diferente. O que funcionou para mim, pode ser que não funcione para você!

Saber errar, aceitar o erro e usar isto como forma de aprendizado para constantemente evoluir, é o melhor que se pode fazer.

Inclusive, no começo da empresa, é natural que decisões sejam acertadas para aquele momento, mas que para o futuro (e para a estratégia de crescimento da empresa) isso não funcione mais.

Um exemplo prático de algo que funcionava e não funciona mais

Por muito tempo eu mantive a cobrança de nossos clientes aqui da cidade de forma pessoal. Tínhamos poucos clientes no começo e eu fazia questão de ir pegar a mensalidade em suas empresas, assim, sempre tinha uma desculpa para passar lá e ouvir deles o que estavam achando da nossa solução, do nosso atendimento etc. Os melhores feedbacks eu colhi nesta época. Clientes que não eram tão “chegados”, começaram a se tornar mais do que clientes, se tornaram a nossa maior fonte de informação sobre o mercado em que atuamos e fizemos boas amizades.

Em cada cobrança que eu fazia, algo me era acrescentado. Eu conhecia e sentia as dores deles, tanto os empregados quanto os empresários.

Hoje, como estamos maiores, se eu tivesse que cobrar nossos clientes pessoalmente, investiria horas preciosas do meu tempo (dias, na verdade). É claro que devemos manter a cultura de pegar feedback constante dos clientes, mas existem outras maneiras de fazer isto, mais fáceis, mais baratas e que custem menos tempo.

Pretendo sempre visitar alguns clientes, pois nada retira o poder do olho no olho, mas cobrar os clientes pessoalmente simplesmente não funciona mais. Já faz algum tempo todos os novos clientes fazemos a cobrança por boleto. Obviamente todos os clientes que não são da cidade pagam via boleto bancário, mas dentro da cidade ainda hoje existe resistência para o pagamento via boleto. O pessoal gosta que eu passe lá. Mas não dá mais, tive que conversar com os clientes e explicar isto.

A minha conclusão e como você pode utilizar esta experiência em seu negócio

A cobrança realizada pessoalmente por mim no começo do negócio, foi de muito proveito. Mas agora não é mais possível manter esta prática, pois estamos crescendo e preciso investir meu tempo em realizar ações e tomar decisões estratégicas, que realmente nos levem ao rumo da escalabilidade. É nisso que invisto meu tempo hoje. Os feedbacks já foram colhidos via pesquisa online. O número de respostas é menor? Não, pois temos bem mais clientes do que naquela época e mesmo tendo um baixo retorno de respostas, temos mais feedbacks do que anteriormente e do que eu poderia colher em tempo hábil visitando pessoalmente os clientes.

Além disso, a visita seria realizada somente nos clientes aqui da cidade e as necessidades mudam dos clientes locais para os clientes de fora. Os tamanhos e tipos de negócio são diferentes, as necessidades também.

Por isso, insisto, reavalie sempre suas decisões e os processos dentro de sua empresa, será que você não faz algo até hoje que não funciona mais? Algo que lhe rendeu bons frutos no passado, mas que não se adapta mais a realidade atual? Até mesmo acertos anteriores podem virar erros posteriores. Reavalie! Mude!